Propulsor desenvolve 77 cavalos de potência com gasolina ou etanol

O presidente mundial da Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn, anunciou ontem (6), no Rio de Janeiro, a produção de um motor 1.0 de 3 cilindros no Complexo Industrial de Resende (RJ), para equipar o sedã Versa, que será nacionalizado ainda neste mês. Ele dividirá a linha de montagem com o hatch March, e é exclusivo para o mercado brasileiro.

Segundo a montadora, o novo motor desenvolve 77 cavalos de potência e 10 kgfm de torque, com gasolina ou com etanol. Com bloco de alumínio, 4 válvulas por cilindro e avançados recursos tecnológicos, ele promete ser um dos propulsores com melhor eficiência energética de sua categoria no Brasil, unindo desempenho e baixas emissões de CO2.

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Ao adotar um motor de 3 cilindros, a Nissan se junta a outras montadoras que lançaram mão desse tipo de propulsor em busca de menor consumo de combustível. O novo Ford Ka, a versão Bluemotion do Volkswagen Fox, a família Hyundai HB20 são exemplos de modelos equipados com esse tipo de propulsor.

O motor 1.0 será produzido conjuntamente com o de 1.6 litro de 4 cilindros, que é feito na fábrica de Resende desde a sua inauguração, em abril passado, e entrega 111 cv. O Versa terá ambas as opções de motores. O acréscimo desse propulsor na linha gerou mais 25 postos de trabalho aos cerca de 200 da unidade de motores. O investimento foi de R$ 100 milhões.

Nissan-Ghosn2015Carlos Ghosn, presidente mundial da Nissan

“A produção do novo motor de 3 cilindros no Brasil demonstra a determinação da Nissan em ampliar sua presença no país, com produtos modernos e inovadores fabricados localmente. Assim, também, aumentamos o índice de integração local dos componentes e deixamos nossos automóveis ainda mais competitivos”, afirmou Ghosn.

A montadora diz não ter planos de trazer ao Brasil, já neste ano, a nova geração da picape Frontier, que será apresentada no Salão de Detroit, nos Estados Unidos, na próxima semana. Mas o investimento de R$ 2,6 bilhões para o período de 2012 a 2015 vem sendo mantido, segundo Ghosn. E, de acorco com ele, não há planos de demissões nem na Renault nem na Nissan.

Mesmo com um cenário pouco claro, a montadora, que fechou 2014 em nono lugar no mercado brasileiro, mantém seu plano de aumentar a participação dos atuais de 2,4% para 5% em 2017, e ser uma das três maiores marcas na América Latina – e a primeira marca japonesa no Brasil, posto atualmente ocupado pela Toyota.

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Fábrica

Inaugurado em abril de 2014, o Complexo Industrial da Nissan em Resende, RJ, tem capacidade de produzir até 200 mil veículos por ano e acaba de atingir a meta de 20 mil unidades do March, único modelo produzido na fábrica até este mês de janeiro, quando entra em produção o New Versa 1.0 com o motor de 3 cilindros.

O New Versa 1.6 manterá o motor atual que já é produzido no complexo industrial – o sedã Versa era produzido no México. Não há previsão de o motor de 3 cilindros ser usado no March. A Nissan não tem previsão ainda de quantas unidades do Versa serão produzidas por ano.